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Habemus Graphĭcus

Publicado: quarta-feira, 22 \22\UTC setembro \22\UTC 2010 em Informações Úteis

Como podem ter percebido consegui incluir nos meus últimos posts alguns gráficos interessantes. O resultado não é de forma alguma impressionante, tudo quanto é lugar que se preze tem gráficos. Já imaginou fazer um projeto de fim de curso sem alguns gráficos (por mais desnecessários que sejam)? Todo mundo gosta de gráficos…. Menos quem precisa desenhá-los.

Eu queria colocar os gráficos para não ter que ficar escrevendo dentro do texto a variação do valor da ação (nesta semana a Petrobrás valia na segunda/15 25.00, passou para 26.00 na terça, para 24.80 na quarta… não é nada amigável para o leitor). Achei que seria uma questão trivial, afinal Yahoo!, Google, Wikinvest, ADVFN, entre outros sites financeiros, todos disponibilizam gráficos de graçã. Dentre estes, Yahoo! e Google certamente teriam grande interesse em permitir que seus gráficos fossem embutidos (embedded) em blogs por aí afora, afinal, eles ganham dinheiro com publicidade, e não cobram pelos serviços financeiros que disponibilizam, logo, quanto mais blogs embutirem seus gráficos, mais receita para Google e Yahoo! eles geram.

Ledo engado!

Google não permite embutir seus lindos gráficos financeiros. O Yahoo! permite, mas atualmente apenas símbolos da NYSE e NASDAQ. Uma pena pois é muito promissor, porém como necessita de um iframe para ser embutido, ainda que suportasse símbolos do BM&FBOVESPA, não seria possível utilizá-los no Investileigo que é hospedado no WordPress.com, e sujeito às suas limitações de segurança (você pode saber mais sobre os gráficos do Yahoo! Finance neste link: http://finance.yahoo.com/badges). O Wikinvest permite embutir lindos gráficos interativos, como podem ver em http://blog.wikinvest.com/2008/08/01/finally-embed-a-real-stock-chart-on-your-blog-or-website/, porém o código utiliza JavaScript o que o torna impossível de embutir em um blog hospedado no WordPress.com.
Já que sou Brasileiro (com bê maiúsculo), e não desisto nunca, descobri que dá para incluir gráficos usando uma API do Google. Isto, no entanto, não é nada trivial. Vejam, por exemplo, o código necessário para embutir o gráfico da Petrobrás que usei no meu último post:

<img src=”http://chart.apis.google.com/chart?chxl=0:|ter/14|qua/15|qui/16|sex/17|seg/20|ter/21|qua/22&amp;
chxr=1,25.9,27.1&amp;chxt=x,y&amp;chs=300×150&amp;cht=lc&amp;chds=0,100,25.9,27.1&amp;
chd=t:0,0|26.85,26.45,26.36,26.44,27.1,26.35,25.98&amp;chg=25.9,27.1&amp;chls=0.75,-1,-1|2,4,1&amp;chm=o,FF9900,1,-1,8|b,3399CC44,0,1,0&amp;chtt=PETR4+-+14+a+20+Set%2F2010″ alt=”PETR4 – 14 a 22 Set/2010″ width=”300″ height=”150″ />

Gerando este gráfico aqui:
PETR4 - 14 a 22 Set/2010

Mais sobre a Google Charts API aqui: http://code.google.com/intl/pt-BR/apis/chart/

Este é o seu Investileigo: nunca medir esforços para facilitar a vida do leitor!

PS.: Estou escrevendo um programa para edição de gráficos e publicação automática na web que será bem legal…

Preciso aprender muito rápido como detectar oportunidades de investimento (venda ou compra) no mercado. Não tenho como contar com a experiência e não conheço nada de administração de empresas para tentar uma análise fundamentalista. Na mensagem imediatamente anterior, expliquei da minha Intuição Esclarecida. Não obstante sua intuitividade, para colocá-la em prática preciso primeiro me tornar esclarecido. Acho que o único caminho é tentar, mesmo sem compreender tudo essencial e objetivamente, captar a maior quantidade possível de informações e métodos de análise técnica acessíveis ao meu nível de compreensão.

De início olhei para os gráficos históricos dos ativos. O site http://br.advfn.com/, indicado por um dos meus três amigos patronos, foi fundamental para me permitir interpretar visualmente o que o home-broker apenas me mostrava tabularmente, e, ainda assim somente informação instantânea (excetuando-se os mínimos, máximos e fechamento anterior que são dados históricos dentro de um dia). Este mesmo amigo me apresentou as chamadas Bandas Bollinger, e foi aí que realmente decidi seguir pela análise técnica, uma vez que vi nisso mais tangibilidade do que na fundamentalista, e ainda senti grande afinidade com computação (minha área) e estatística (uma de minhas faculdades interrompidas no meio, no caso na UFRJ).

Então resolvi realmente entender mais sobre Bandas Bolinger, e isto me levou aos Canais de Keltner, e estes para o estudo mais esotérico do trio: Canais Donchian. Não entrei nos detalhes matemáticos e estatísticos desses estudos técnicos, mas tentei, sim, capturar os seus significados e resumir suas interpretações, para deixar meu cérebro fazer o trabalho duro de dizer compra ou vende.

Por exemplo, os canais Donchian são duas bandas, uma superior e inferior, as quais se baseiam no preço histórico do ativo (seus mínimos e suas máximas) e mede volatilidade. Quando este ativo fecha acima da linha superior, ou abaixo da linha inferior, surgem, então, oportunidades de mercado. Pronto, juntando isto, com os outros estudos, eu começo a ver com certo (des)entendimento os gráficos de uma ação… Meu cérebro já pode trabalhar por si só, afinal, certamente ele capturou muito mais do que eu me lembro…

Fora isto, preciso informar como escolho um ativo que acho “atrativo”. Isto é uma ótima heurística que eu deixo, no final, para meu cérebro decidir, e que nem eu mesmo compreendo, mas, depois de ver quais ações eu gosto (já não disse que deixo meu cérebro funcionar por si só?) percebo certo padrão:

  • Não gosto de ações estáveis demais no curto prazo, como posso ganhar dinheiro com elas se uma passa de 18,8 para 19,1 em uma semana, e fica oscilando só uns 0,3 pra cima e pra baixo, às vezes, no longo prazo até são boas, mas nunca me darão um C30 em Março de 2011
  • Não gosto de ações que se deram muito melhor na bolsa na crise de 2008, acho que elas funcionam de marcha ré, em épocas de crise, e eu acho que o Brasil irá bem este ano próximo, mesmo com Dilma ou Serra lá.
  • Gosto de ações que estavam altas antes da crise, caíram muito depois dela, e ainda não se recuperaram perto do patamar anterior, como a Petrobrás (PETR3 e PTR4)
  • Como quero ganhar algo logo nas primeiras semanas, escolho ações que estejam ainda caindo ou se recuperando de uma queda recente, de preferência as que passaram para baixo das Bandas Bollinger mas que não estavam rondando a banda inferior, e que agora acabaram de voltar para dentro da banda.
  • Gosto de ações de empresas que acredito terem potencial de crescimento, pois concordo com seu modelo de negócios, como a Natura (BOV:NATU3), pena que ela já esteja bem recuperada de 2008, e ainda oscila muito pouco para meu gosto atual, além de ser cara! (dificulta pobres como eu comprar o lote mínimo)

Para identificar as ações que “gosto” eu passei por todas àquelas que compõe o Índice Bovespa, olhando seu gráfico histórico desde 2007, e anotando no meu caderno (papel mesmo) o nome, código da ação na Bovespa, setor (metalurgia, imóveis, construção, educação, energia, bio-energia, saúde, etc.), e algumas notas do tipo “maior mineradora do Brasil”, “maior isso e aquilo”, “em franco crescimento”, muito disso direto da Wikipedia (e ainda da em Inglês, que têm muito mais informação do que a em Português).

  • Acredito que os setores de Construção Civil e Imóveis crescerão muito em virtude da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, logo, gosto de ações desses setores

Recapitulação 2: Como começo a investir?

Publicado: quarta-feira, 01 \01\UTC setembro \01\UTC 2010 em Estudos, Informações Úteis, Recapitulação

Ainda bem que tenho 3 colegas de trabalho (e grandes amigos) que investem na bolsa. Um deles já investiu muito, sempre me azucrinou para que eu investisse e terminou virando meu padrinho de casamento! Recorrendo aos meus amigos comecei a descobrir o que precisava para operar na bolsa. E a primeira coisa que precisava era uma corretora: não se pode operar sem corretora.

Minha procura começou com a dica de um desses amigos: TOV Corretora. Realmente o preço é imbatível: R$ 5,00 por operação realizada… Mas o que é isto? Eu não sabia nada mesmo há duas semanas atrás. Tive que aprender que uma operação pode não se realizar (você pediu um preço e o mercado não o atingiu), que corretoras cobram os mais diversos valores por operação, algumas tem taxa fixa de corretagem (como a TOV), outras cobram um percentual sobre a operação além da taxa fixa (Itaú, Bradesco). Além disso existem custos adicionais (algumas vezes pegadinhas), como o de custódia das ações (elas ficam em seu nome, mas sob custódia – eletrônica hoje em dia – da corretora), número mínimo de operações em um mês (TOV), entre outros.

Abrir a conta numa corretora não é tão simples e exige certa burocracia, como envio de documentos, preenchimento de cadastro detalhado, etc. Além do que, para operar, é preciso transferir dinheiro para a conta da corretora, para que este dinheiro seja usado na realização de suas operações de compra e para depósito do montante de suas vendas. Isto tudo é extremamente facilitado quando você opera numa corretora de um banco no qual é correntista. Como tenho conta no Bradesco e no HSBC, parti para pesquisar os custos operacionais em ambos. Não fui muito a fundo porque estou com um pouco de ojeriza do Bradesco depois que não liberaram uma compra minha num cartão de crédito que tenho (tinha) há  12 anos, e ainda negaram aumentar meu limite sem que eu mandasse mais documentos para comprovar minha renda, depois alegaram que seria mesmo impossível pois o cartão havia sido emitido há menos de 6 meses (na verdade ELES me mandaram uma nova via porque a outra venceu!). Enfim, o Bradesco cobra uma taxa de custódia de R$ 10,80 até R$ 34.882,00 e de R$ 21,6 além, e uma taxa de corretagem variável, que dá R$ 25,00 numa ordem de R$ 10 mil. O HSBC cobra taxa fixa de corretagem de R$ 18,00, e R$ 6,20 de taxa de custódia, porém, se ao menos uma ordem for realizada no mês, a respectiva taxa de custódia é liberada. Pensei em abrir uma conta no Itaú, pois meus amigos operam por lá e gostam, mas não quis me dar ao trabalho árduo de abrir conta em banco quando você não é convidado, então, por comodidade e uma breve análise selecionei a HSBC Corretora como intermediária para um futuro promissor!

Tive ainda que preencher um formulário, mas não tive dúvidas pois o mesmo é bem explicado. Precisei enviar uma cópia da minha identidade (com CPF) e comprovante de residência ou para um e-mail da corretora, ou por fax, ou por carta. Como tinha que fazer isto, pensei que demoraria para abrir a conta (no site eles informam um prazo de 48h após o cadastro), então resolvi ligar para o meu gerente do HSBC Premier para ver se ele podia fazer o cadastro para mim a fim de agilizar o processo. Fiquei dois dias tentando falar com ele e só o pegava em atendimento. Então falei com a gerente da conta da minha esposa, que não é Premier, e ela me falou que realmente é preciso fazer tudo pelo site. Então fui lá (no site) sexta-feira passada, refiz o cadastro (o Firefox guardou TODOS os valores preenchidos anteriormente para cada campo) em menos de 5 minutos, digitalizei os documentos, recebi mensagem de confirmação do cadastro no e-mail, enviei os documentos com toda a minha identificação para o e-mail solicitado (é bom dizer o HSBC apenas pede para enviar “um” e-mail com os documentos, mas não diz nada sobre qual Assunto colocar ou o que escrever no Corpo do mesmo)… Bom, quinze minutos depois, perto das 18:00 (de Sexta!) recebo um e-mail dizendo que meu cadastro esta aprovado e que eu já poderia operar na bolsa.

Certamente isto me deixou com uma ótima impressão da HSBC Corretora, e também serviu para me mostrar que quando as coisas parecem simples, às vezes podemos acreditar que realmente o sejam, e não tentar elucidar questões que não existem ligando para seu gerente… e por falar nele, não é que ele me ligou 18:10 (de Sexta!) para perguntar sobre o que eu tentava falar com ele, e ficou feliz em saber que eu já havia conseguido me cadastrar na corretora? Pois é… Minha sorte está mudando, pensei.